A peça · Filamento em destaque

Filamento TPU flexível: a dureza Shore decide a peça antes de qualquer configuração do fatiador

TPU · dureza Shore · Leitura de 4 minutos

Uma peça flexível impressa levemente dobrada sobre si sozinha numa bancada de aço fosco escuro, sob a fita de LED direto de cima, com um raspão de luz laranja pela esquerda pegando a borda das camadas, sombra funda à direita e fundo quase preto

O número que decide a peça em TPU está na etiqueta do rolo, e não é a temperatura. É a dureza Shore, escrita como 95A ou 85A logo depois do nome do material.

Escolher a dureza errada não se corrige no fatiador. Peça que precisa esticar sai dura, peça que precisa segurar encaixe sai mole, e nenhuma configuração desfaz a escolha do rolo.

Antes da dureza, uma condição de máquina: o caminho do filamento até o bico precisa ser curto. Quem tenta TPU com tracionador afastado descobre o problema no meio da primeira peça.

Dureza Shore: o número que vem antes da configuração

Dureza Shore é uma medida de quanto o material resiste à penetração de uma ponta padronizada. A escala A é a dos flexíveis, e quanto maior o número, mais duro o material.

O 95A é o ponto de entrada e o mais fácil de imprimir. Ele dobra com força e volta ao formato, segura encaixe apertado sem folgar, e passa pelo tracionador com bem menos briga.

O 85A é visivelmente mais macio e estica muito mais. Ele marca com a unha, se deforma sob carga leve, e trava com facilidade em qualquer vão do caminho do filamento.

A escolha segue o uso. Peça que apanha compressão e volta, como calço e pé de móvel, pede 95A; peça que precisa esticar para vestir alguma coisa pede 85A.

A geometria também mexe na flexibilidade final. Parede fina com preenchimento baixo deixa o 95A mole na mão, e parede grossa deixa o 85A firme, então dureza e configuração de casca trabalham juntas.

O tracionador manda mais que a temperatura

O filamento flexível se comporta como mola. Empurrado por um caminho longo, ele encolhe, escapa pelas laterais e enrola dentro do tubo em vez de chegar ao bico.

Tracionador montado direto sobre o bico, com percurso curto e guiado, é requisito prático para TPU. Máquina com tracionador afastado e tubo longo até o cabeçote imprime flexível apenas com muita paciência e velocidade baixíssima.

O ponto exato onde o fio escapa é o vão entre a engrenagem e a entrada do canal seguinte. Guia fechada e sem folga resolve a maior parte das travadas antes de qualquer ajuste no fatiador.

A tensão da mola do tracionador é o segundo ponto. Apertada demais, ela achata o fio flexível e ele para de andar; frouxa demais, a engrenagem gira em falso e a peça fica com falha no meio.

As três configurações que mudam

A velocidade é a mais importante, e a faixa de partida fica entre 15 e 30 mm/s. O material demora a responder à pressão do tracionador, e velocidade alta produz peça com parede vazada.

A retração cai para perto de zero. Cada recuo estica a mola de filamento e devolve atraso na retomada, então vale desligar o recuo e limpar a teia com um sopro de ar quente depois.

No bico, a faixa usual é 210 a 230 °C, e a mesa trabalha entre 40 e 60 °C. Antes de subir ou descer qualquer grau, leia a etiqueta do rolo: a faixa dela é a partida, e o TPU de cada fabricante responde de um jeito.

Umidade fecha a lista, e o TPU absorve bastante. Rolo aberto há semanas estala no bico e sai com bolha na superfície, e a solução é secagem prolongada na temperatura baixa que o fabricante indica.

As peças que só o TPU resolve

Calço e amortecedor. Pé de móvel que apoia em piso irregular, calço antivibração debaixo de equipamento de bancada, batente de porta de armário. A peça precisa ceder e voltar mil vezes.

Capa e proteção. Capa de controle, protetor de canto de móvel, luva de cabo que sofre dobra repetida na saída do conector. Material rígido racha exatamente onde a dobra acontece.

Junta seca. Anel de vedação contra poeira e folga, alojamento macio para peça que balança dentro de suporte rígido. Vedação de pressão e de fluido é outro assunto e pede peça comprada.

Pé antiderrapante. A superfície do TPU agarra piso liso e bancada, e uma peça de poucos gramas para de escorregar sem cola e sem feltro.

Peça que só precisa ser leve e resistente sai melhor em material rígido, com menos trabalho e mais rápido. TPU é escolha para peça que precisa deformar, e não para peça bonita.

O teste curto antes de queimar o rolo

Imprima uma peça pequena de parede única antes de mandar a peça inteira. Poucos gramas e alguns minutos respondem se a combinação rolo e máquina funciona.

Três sinais aparecem nesse teste. Linha que some no meio aponta velocidade alta ou fio escapando no tracionador; furo entre paredes aponta vazão baixa; estalo no bico com superfície opaca aponta umidade.

Anote a velocidade e a temperatura que funcionaram e guarde junto com o rolo. TPU varia mais entre fabricantes do que material rígido, e o perfil de um rolo raramente serve para o próximo.

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Espere uma peça com superfície um pouco mais fosca e camadas mais visíveis que a de material rígido, e tempo de máquina bem maior pelo mesmo volume. Se ela sair com parede vazada, baixe a velocidade antes de mexer em qualquer outra coisa, e refaça o teste curto com a mudança sozinha.

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