A peça · Filamento em destaque

Filamento PLA madeira: fibra dentro do rolo, bico maior de aço e a lixa no fim

PLA com carga de fibra · Leitura de 4 minutos

Uma peça impressa cor de madeira com a superfície lixada sozinha numa bancada de aço fosco escuro, sob a fita de LED direto de cima, com um raspão de luz laranja pela esquerda pegando a borda das camadas, sombra funda à direita e fundo quase preto

O rolo cor de madeira parece um PLA colorido e se comporta como outro material. A carga que dá a cor é fibra de verdade, e ela muda o bico, a temperatura e o acabamento.

A decisão vem antes de fatiar, e ela é o bico: aço endurecido, 0,5 mm ou maior. Com o bico de 0,4 mm em latão, a peça entope no meio da impressão.

Quem espera cor de madeira saindo pronta da mesa se decepciona. A peça sai fosca e sem graça, e a madeira aparece na lixa.

O material vale a peça certa. Ele custa trabalho a mais em toda peça errada.

O que o rolo tem dentro

A base é PLA. Dentro dele vai fibra de madeira moída, uma serragem fina misturada ao polímero antes da extrusão do filamento.

A proporção muda de fabricante para fabricante e raramente vem escrita. Mais fibra deixa a peça mais parecida com madeira ao toque e mais frágil na hora de aguentar carga.

O rolo vende nos mesmos dois diâmetros de sempre, 1,75 mm e 2,85 mm, e roda na mesma extrusora do PLA comum. A mudança está no que a fibra faz no caminho até a mesa.

Durante a impressão o cheiro é de madeira quente, e ele é normal. A cor sai levemente diferente entre bobinas, mesmo do mesmo fabricante, porque a fibra não se distribui igual.

Consequência 1: bico maior e de aço

A fibra é abrasiva. Ela desgasta bico de latão de dentro para fora, o furo abre devagar e a extrusão perde a medida sem aviso claro.

Bico de aço endurecido resolve o desgaste e vira requisito para quem imprime o rolo inteiro. Troque antes, e não depois de estranhar a parede da peça.

O diâmetro é o segundo requisito. Use bico de 0,5 mm ou maior, porque a fibra tende a formar aglomerado e o bico fino entope justamente no meio da peça longa.

Duas manias evitam o entupimento restante: manter o filamento seco e nunca deixar a máquina parada com o bico quente e material dentro. A fibra torra na câmara de fusão e o resíduo carbonizado é o que fecha o furo.

O caminho do filamento até a extrusora também pede atenção. Curva apertada na guia aumenta o atrito, e o material com carga tolera menos esforço de tração que o PLA puro antes de partir dentro do tubo.

A retração é o único parâmetro que a carga obriga a rever: valor alto puxa material com fibra de volta para a câmara de fusão e cobra a conta na camada seguinte.

Consequência 2: a temperatura escolhe o tom

A faixa de partida é bico de 190 a 220 °C. A etiqueta do rolo traz a faixa do fabricante, e ela manda: a quantidade de fibra muda o comportamento de um rolo para o outro.

Dentro da faixa, o tom da peça muda. Mais quente escurece, porque a fibra tosta um pouco mais na passagem pelo bico. Mais frio devolve um tom claro e uniforme.

O efeito é usável de propósito. Uma peça impressa com a temperatura subindo em passos pequenos ao longo da altura sai com veio, mais escura em cima e mais clara embaixo.

A mesa fica na mesma faixa do PLA comum, de 50 a 60 °C. A adesão costuma ser boa, e o cuidado maior é o fluxo, que pede um ajuste fino depois da troca para o bico maior.

Consequência 3: o acabamento nasce na lixa

Direto da mesa, a peça é fosca, opaca e cheia de linha de camada. O material só entrega a promessa depois do trabalho de mão.

A ordem funciona assim: lixa grossa para derrubar a linha de camada, lixa fina para uniformizar, pano seco para tirar o pó. A fibra exposta pela lixa é o que dá o tato de madeira.

Depois da lixa, cera ou óleo escurece e sela a superfície, e o veio aparece de verdade. Uma demão fina resolve, e o excesso deixa a peça pegajosa.

Faça a conferência com a peça na mão e sob luz rasante, e não na tela. A linha de camada que sobrou aparece na sombra lateral antes de aparecer de frente, e é ela que denuncia lixa insuficiente.

O ganho aparece em peça de superfície grande e curva suave. Peça cheia de detalhe pequeno perde definição no bico maior e ainda fica difícil de lixar.

Quando o PLA comum entrega o mesmo por menos trabalho

O material é honesto no que cobra, e ele não é a escolha certa em três casos.

  • Peça que aguenta carga. A fibra deixa o PLA mais quebradiço. Suporte, gancho e engrenagem duram mais no PLA comum.
  • Detalhe fino. Miniatura e peça com relevo pequeno saem melhor em bico de 0,4 mm e material sem carga.
  • Peça escondida. Se a superfície não vai ser vista nem tocada, o acabamento de madeira paga zero e o trabalho de lixa some.

Sobra o uso que justifica o rolo: peça decorativa, luminária, moldura, caixa, painel, base de objeto, superfície que alguém vai pegar na mão.

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Com bico de aço de 0,5 mm ou maior, temperatura dentro da faixa e lixa no fim, a peça sai com tato de madeira e veio visível. Se a extrusão falhar no meio da impressão, seque o filamento e limpe o bico antes de mexer na temperatura, porque o entupimento por fibra imita a falta de calor.

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